Tiago Barata – Blog de Fotografia e Viagens

Este blog é dedicado a quem gosta de fotografia e viagense para todos aqueles que têm curiosidade de saber a minha visão do Mundo.


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25 de Abril, 40 anos – A Festa da Liberdade

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À semelhança de anos anteriores percorri a Avenida da Liberdade para registar as comemorações do 25 de Abril, este ano com interesse redobrado por se comemorarem quatro décadas desde a libertação do regime de opressão do Estado Novo. IMG_4206_500

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Como muito bem resumiu Teresa de Sousa na sua crónica no Público, “a manifestação tradicional da Avenida da Liberdade mostrou muita gente descontente mas pacífica, desfilando em família e gozando o sol e o convívio. ”. Ao longo do percurso eram visíveis inúmeras crianças na companhia dos pais, alternando brincadeiras inocentes com o entoar de canções imortalizadas pelo 25 de Abril.

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Nestes 40 anos do 25 de Abril, era visível a expressiva participação popular, a maior de que me lembro, e a forte adesão e visível orgulho da população no uso do símbolo da revolução: o cravo vermelho.

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Já no final do desfile, na praça do Rossio, chamou-me a atenção o ramo de flores que esta senhora trazia cuidadosamente na mão. Perguntei-lhe do que se tratava e prontamente respondeu: “São todos cravos! Decidi pintá-los de preto como protesto e deixar apenas um a vermelho como sinal de esperança!”.

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Barroso, Trás-os-Montes

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O Barroso, ou Terras do Barroso, é uma região que engloba os concelhos de Montalegre e Boticas, em Trás-os-Montes.

Em virtude da sua altitude (cerca de 1300 metros) é muito comum a Serra do Barroso, pertencente ao sistema montanhoso da Peneda-Gerês, ficar pintada de branco durante o Inverno. Por este motivo, o engenho humano há muito encontrou formas de ultrapassar a época mais fria do ano, com recurso às tradicionais vestes que muitos transmontanos não dispensam.

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Estas condições agrestes forçaram muita da população, actualmente muito envelhecida, a um profundo isolamento durante algumas épocas do ano.

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A população das aldeias do Barroso ainda subsiste em grande parte da agricultura e da pastorícia

O meu primeiro verdadeiro contacto com esta região de Trás-os-Montes foi pelas páginas do fabuloso livro “Crónicas Portuguesas” (Assírio & Alvim) do fotógrafo francês Georges Dussaud que documentou, como poucos, a ruralidade e as tradições do Barroso, e muito em particular as condições de vida e trabalho “agrestes”, provando a resiliência do povo transmontano. Como refere Christine Dussaud (mulher de Georges) a abrir o livro “Regresso a Portugal, no Norte do Norte (…), quer dizer, a Trás-os-Montes. Esta palavra que me fascina e que faz todo o sentido: para lá das montanhas, no além, um outro mundo”.

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Cascata próxima do Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Uns anos mais tarde, mais concretamente em Novembro de 2009, participei num passeio do fotógrafo António Sá ao Barroso e tive a sorte de presenciar e fotografar esta região em pleno Outono, pintada não de branco, mas sim de uma vasta palete de cores.

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Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Uma das verdadeiras iguarias da região, além da muito saborosa carne barrosã, são os pratos confeccionados com cogumelos provenientes das zonas mais húmidas da Serra do Barroso. IMG_1723_500

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Chegada à aldeia depois de uma manhã a colher cogumelos

Para quem desejar visitar Trás-os-Montes, além de toda a paisagem da Serra do Barroso, recomendo também uma visita ao Ecomuseu do Barroso, em Montalegre, e, um pouco mais longe, ao recente Centro de Fotografia Georges Dussaud, uma homenagem da Câmara Municipal de Bragança a este “filho da terra”.

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Na Serra do Barroso é possível encontrar inúmeras “Alminhas”, um símbolo de fé da população

Links úteis:


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Viana do Castelo – Ambiente Portuário

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Motivado por algumas reportagens fotográficas realizadas por fotógrafos portugueses em diversos estaleiros navais de Norte a Sul de Portugal, fiquei sempre com o “bichinho” de um dia poder mostrar o meu olhar de um desses locais (cada vez mais raros), muitos deles centenários. Prometi a mim mesmo que à primeira oportunidade de ter acesso a um estaleiro naval não hesitaria em avançar, até porque estes locais são regra geral de acesso praticamente “proibido”, mesmo se for solicitada uma autorização prévia.

Assim, logo que o fotógrafo António Sá lançou o workshop “Fotografia em Ambiente Portuário” a realizar em Viana do Castelo no fim-de-semana de 20 e 21 de Abril de 2013, o meu primeiro impulso foi correr o programa para verificar a inclusão de uma visita aos estaleiros navais.

Confirmadas as melhores expectativas, rumei a Norte para conhecer todas as valências portuárias da responsabilidade da Administração do Porto de Viana do Castelo, co-organizadora deste workshop.

As fotos pretendem resumidamente dar a conhecer o principal motor da economia de Viana do Castelo: o Mar.

Termino o post aconselhando-vos a visitar uma das cidades portuguesas que mais me fascinou nos últimos tempos, com uma ligação umbilical ao mar e ao rio, e que nos últimos anos tem diversificado a sua aposta de desenvolvimento local igualmente à arquitectura e cultura. 

Não menos importante, gostaria de felicitar a APVC e o fotógrafo António Sá pela excelente organização desta iniciativa.

Porto de Pesca:

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Trabalho no mar prepara-se em terra

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Final de tarde no Porto de Pesca de Viana do Castelo

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Final de tarde no Porto de Pesca de Viana do Castelo

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Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ao fundo) vistos do Porto de Pesca

Porto Industrial – Estaleiros Navais de Viana do Castelo:

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Doca seca dos ENVC

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Reflexo da falta de trabalho nos ENVC

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O ferryboat “Atântida” construído nos ENVC não foi aceite pelo Governo Regional dos Açores, alegando que não cumpria a velocidade máxima definida em contrato. Desde essa data, a construção do ferryboat “AntiCiclone” (na imagem) encontra-se parada.

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Máquina num hangar industrial dos ENVC

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“Don’t” É assim que (presumo) os trabalhadores dos ENVC optaram por mais uma vez alertar para o eventual encerramento destes estaleiros navais.

Porto Comercial (margem esquerda do Rio Lima):

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Porto comercial de Viana do Castelo

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Trabalhador aguarda pelo carregamento de uma pá eólica fabricada pela Enercon em Viana do Castelo

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Carregamento para o navio de uma pá eólica fabricada pela Enercon em Viana do Castelo

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Acondicionamento de pás eólicas da Enercon num navio com destino à América do Norte. Por uma questão de segurança em alto mar, os topos metálicos que suportam as pás eólicas são soldados entre si

Porto de Recreio – Escolas Navais (margem direita do Rio Lima):

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Aos fins-de-semana é usual ver-se o Rio Lima com inúmeros jovens a aprender canoagem/remo


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Istambul – a Ponte entre a Europa e o Oriente

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Em finais de Maio deste ano “estalou” uma onda de protestos populares contra os planos do primeiro-ministro Recep Erdogan de construir um centro comercial no Parque Gezi, na emblemática Praça Taksim, em Istambul. Esta decisão ganhou expressão política devido à repressão e autoritarismo do Governo, o que degenerou em manifestações e confrontos não só em Istambul, como em Ancara.

Contudo, este episódio foi apenas a gota de água contra Erdogan a quem acusam de querer impor os valores conservadores do seu partido islamita a toda a população.

O braço de ferro entre manifestantes e o governo turco já resultou em mais de 5000 feridos, centenas de detenções e mais de 130 mil bombas de gás lacrimogéneo usadas pela polícia para dispersar os manifestantes (que quase esgotou o stock anual). Além disso, são já visíveis graves repercussões na economia turca (em especial no turismo e negócios), que até há muito pouco tempo era vista como uma potência regional.

Infelizmente, apesar do clima estar mais calmo em Istambul, a repressão e o autoritarismo do governo de Erdogan continuam sem fim à vista…

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Mesquita Azul

Istambul, “A Ponte entre a Europa e o Oriente”

Na Primavera de 2010 visitei Istambul, a maior cidade e a capital comercial da Turquia, com 11 milhões de habitantes. Istambul é a única cidade do Mundo com um pé na Europa e outro na Ásia, entre a cultura europeia e a cultura oriental, facto que a torna um caso único a nível global.

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Pescador no estreito do Bósforo. Ao fundo a Mesquita Nova, com cerca de 400 anos, ao lado do Bazar de Especiarias.

Tinha em mente publicar as primeiras fotos desta viagem quando renovasse o site de fotografia (está para breve!), contudo o que se tem passado em Istambul não me deixa indiferente, o que me fez dar a conhecer esta cidade que merece toda a nossa atenção, respeito, admiração e, claro está…a nossa visita!

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Interior da Mesquita Azul

Considero Istambul sem dúvida alguma uma das melhores cidades europeias, pela ligação histórica única entre o Leste e o Oeste. A cidade dos minaretes (cerca de 3.000) é conhecida pelas suas mesquitas e palácios, bem como pelos excelentes restaurantes e hotéis, pelos bazares, mas também pelos modernos shoppings.

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Na rua encontram-se a qualquer hora do dia ou da noite vendedores ambulantes que vendem desde os tradicionais kebabs (de carne e de carneiro), sumos de laranja ou romã (excelentes por sinal!), as típicas roscas e pão turco, até maçarocas de milho fritas ou castanhas assadas.

Não menos importante: a população turca! Do que constatei nos 10 dias de viagem, os turcos são um Povo que sabe receber com simpatia, e demonstram uma generosidade por vezes até ingénua! Mesmo no interior do Grande Bazar, um local já por si propício a muito “assédio” dos vendedores, consegue-se com relativa calma tomar o pulso a este Povo e Cultura…

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A imagem do general Atatürk, o “pai dos turcos”, é uma presença constante por toda a cidade (neste caso, no casaco deste velhote turco). Atatürk foi o fundador da República da Turquia em 1923, e teve um papel fulcral na modernização do País e na sua abertura ao Ocidente. É visto ainda hoje como um “herói nacional”.

A não perder e…algumas dicas:

  • Mesquita Azul: edificada no século XVII, é uma das maiores do Mundo com seis minaretes (usualmente possuem no máximo quatro minaretes) e tem o maior pátio das mesquitas do período otomano.

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Muçulmano em oração na Mesquita Azul. Usualmente, os muçulmanos fazem cinco orações diárias.

  • Hagia Sophia: edifício construído entre os anos 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (actualmente Istambul).
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Tecto de Hagia Sophia

  • Palácio Topkaki: merecedor de uma visita mas é necessário contar com 2 a 3 horas para o visitar. O palácio foi sede do sultanato turco até o século XIX.
  • Torre Galata: torre medieval construída em 1348. Foi integralmente feita de pedra e tem cerca de 70 metros de altura. Recomendo a soberba vista a 360º do seu topo. Tem um restaurante/café ideal para retemperar forças.
  • Ponte Galata: liga os bairros Eminönü (onde se pode visitar o mercado das especiarias e a Mesquita Nova) e Beyoglu. Na parte inferior da ponte é possível encontrar diversos restaurantes.
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Pescador na ponte Galata

  • Passeio de barco no Estreito do Bósforo: o passeio de barco recomendável dura cerca de 1,5 horas e faz uma viagem ao longo do estreito do Bósforo. A opção “light” inclui um trajecto de 15 minutos entre Eminönü (na Europa) a Kadiköy (na Ásia) e é já uma excelente opção (e mais barata!) para tomar o pulso ao movimento no estreito e passar para o lado asiático.
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Ferryboat que liga a Europa à Ásia

  • Istiklal Caddesi: a zona mais cosmopolita de Istambul. Trata-se de uma rua com cerca de 2 km de extensão que é possível percorrer a pé ou de eléctrico, que liga as estações de metro de Tünel e Praça Taksim. Esta rua, além de inúmeras lojas, tem como principal atracção a residência de ateliers de inúmeros artistas.
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Eléctrico que percorre a Istiklal Caddesi

  • Grande Bazar: é possível encontrar de tudo um pouco, desde produtos locais a produtos ocidentais nas mais de 4000 lojas!!!
  • Bazar de Especiariais: uma verdadeira explosão de cores e aromas.
  • Espectáculo Dervixe: giram ao som da música acreditando que assim fazem a ponte entre Alá e os homens na Terra.
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Espectáculo Dervixe

  • Banhos turcos: depois de um dia a percorrer a cidade a pé nada melhor do que relaxar num banho turco da cidade (de preferência num banho turco público, pois são os mais tradicionais).
  • Bares panorâmicos dos hotéis: esta talvez seja a grande dica sobre Istambul! Desfrutar o final de tarde do topo de um dos hotéis (há muitas opções na cidade) é uma das grandes experiências a não perder em Istambul, pois são um local privilegiado para admirar a Mesquita azul, Hagia Sophia, o estreito do Bósforo, etc.
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Panorâmica da Mesquita Azul do topo de um hotel


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Manifestação “Que Se Lixe a Troika”

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Seis meses após a grande manifestação do dia 15 de Setembro de 2012, que culminou com o recuo do Governo na redução da TSU (Taxa Social Única), o Movimento Que Se Lixe a Troika organizou mais uma grande manifestação, a 2 de Março de 2013, desta vez centrada na alteração governativa de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.

Esta “Moção de Censura Popular” teve início na Praça do Marquês de Pombal com a elaboração de cartazes populares, e contou com o apoio de oficinas de artistas improvisadas no local.

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Tive a felicidade de acompanhar toda a manifestação, muito próximo da organização, o que me permitiu presenciar de tudo, desde cânticos vigorosos, até palavras de ordem que se gritavam poucas vezes, sem convicção, denotando-se um grande cansaço dos participantes.

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À passagem pelo Rossio um enorme de silêncio pairava no ar, um silêncio “atípico”, “ensurdecedor”, “gritante”!!!

À mesma hora (18:30), em mais de 30 cidades em Portugal e no estrangeiro, cerca de 1,5 milhões de manifestantes (segundo números da organização) entoaram “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso. Apesar da letra nem sempre ter saído certinha, o entoar deste “símbolo” foi de longe o momento mais emotivo de toda a tarde.

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Termino este texto referindo que esta reportagem teve um significado muito especial para mim, muito para além da fotografia. Infelizmente tive oportunidade de presenciar desespero, muito desespero!!! Mais grave, assisti, em especial do palco do Terreiro do Paço, à revolta, raiva e desespero vindo de quem à partida está mais desprotegido, os idosos.

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Não foi uma reportagem fácil, de longe, mas foi certamente uma experiência de vida muito enriquecedora…

P.S: felizmente a esperada repetição dos distúrbios na Assembleia da República não se verificou, tendo sido aliás poucos a rumarem ao Parlamento após a manifestação, no que considero ter sido uma verdadeira lição de Democracia.

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O Mar Português (não) é para brincadeiras

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Força do mar na zona do Guincho (farol do Cabo da Roca ao fundo)

Ainda se aguarda a decisão final dos peritos norte-americanos para confirmar se o surfista Garrett McNamara quebrou ou não, no passado dia 28 de Janeiro de 2013, o seu próprio record do Guiness quando surfou uma onda de 23,77 metros em Novembro de 2011. Fala-se qua a onda surfada este ano, de novo na praia do Norte na Nazaré, terá ultrapassado os 30 metros.

Este feito impressionante fez-me decidir antecipar um dos posts que já tinha previsto partilhar convosco desde que arranquei com o blog.

Quem me conhece sabe do meu fascínio pelo Mar e por todas as actividades que a ele estão ligadas. Uma das temáticas que mais gozo me dá na fotografia é poder presenciar a chegada de uma frota de barcos artesanais a qualquer um dos portos de pesca espalhados pela nossa costa, nem que para isso tenha de acordar ainda antes do astro-rei aparecer na linha do horizonte. Sou igualmente um “fanático” por faróis e não deixa de ser curioso que, apesar de todos os avanços tecnológicos na navegação, estes focos de luz são ainda hoje um porto de abrigo para qualquer pescador ou grande armador de pesca.

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Farol do Cabo Raso com forte ondulação ao fundo

Apesar de ir muito mais frequentemente à praia no Verão, é no Inverno que mais prazer me dá contemplar o Mar! Nesta época do ano consigo abstrair-me totalmente do que se passa no areal e focar-me essencialmente na magnitude e na força com que as ondas rebentam, indiferentes a quem ouse aventurar-se ultrapassá-las!

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Ondulação forte, espuma e spray marítimo com fartura!

Termino este post exactamente como comecei, ou seja a falar do Mar português que aparentemente anda de novo nas bocas e nos jornais e revistas de todo o Mundo. Não deixa de ser curiosa a ligação entre mim e surfistas como o Garrett McNamara: enquanto eles consultam as previsões meteorológicas para decidir lançarem-se ao mar para quebrar mais um recorde, eu guio-me por elas para sair de casa para observar e registar estes exemplos da força da Natureza.

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Praia da Adraga logo após o pôr-do-sol

Todas as fotos deste post foram captadas em dias com ondulação entre 5 e 8 metros, em praias nos arredores de Lisboa. Se o mar estava assim nesta zona da costa Portuguesa, não me espanta que estivesse assustador mais a Norte…

Afinal de contas, o Mar Português (não) é para brincadeiras !!!!!

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Farol do Cabo Raso registado do interior do carro, numa altura de chuva e vento forte


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China, a Fábrica do Mundo

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A caminho de uma fábrica, nos arredores de Ningbo

O Oriente sempre me fascinou! Em particular pelas tradições e valores centenários bem enraizados na população, em muito diferentes do Ocidente!

Poucos saberão mas sou um colecionador convicto, sendo que por entre muitas “tralhas” tenho arquivado nos últimos anos alguns artigos, textos de opinião ou até mesmo edições especiais (as orgulhosa e habilmente apelidadas de “para guardar” pelas editoras) acerca de alguns países do Oriente, em particular da China, a Grande Fábrica do Mundo!

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Bicicleta de um ardina em Ningbo

O meu interesse por este País reside em grande parte na relação que consegue com o Ocidente, sabendo habilmente captar o investimento estrangeiro, graças é certo à mão-de-obra barata, mas ao mesmo tempo impor fortes restrições à entrada de produtos estrangeiros, sempre num relacionamento tenso com algumas instituições internacionais, como a Organização Mundial do Comércio. Por estas razões, aliadas à forte capacidade de trabalho e visão a longo prazo, permitiram a esta grande potência roubar em 2010 ao Japão o título de segunda maior economia mundial. Mais impressionante é o facto das previsões apontarem para que, em menos de uma década, o dragão asiático passe a liderar a economia Mundial à frente dos EUA.

Xangai:

Em Dezembro de 2007, por motivos profissionais, desloquei-me à China para visitar algumas fábricas nos arredores de Xangai e Ningbo. Nessas visitas tive oportunidade de conhecer as duas realidades que se confrontam e ao mesmo tempo se complementam quando falamos deste País Oriental: a imagem ancestral de País com mão-de-obra barata, de baixa escolaridade, que consegue assim colocar produtos no mercado ocidental a preços imbatíveis (tipicamente, milhões de brinquedos e têxteis baratos sob o signo made in China); uma visão mais moderna de produção apoiada em equipamentos robotizados de topo, ironicamente fornecidos por países Ocidentais, como a Alemanha ou os EUA.

A área metropolitana de Xangai é uma das maiores do Mundo com cerca de 20 milhões de habitantes e é considerado actualmente o maior centro comercial e financeiro da China Continental, sendo o reflexo, de ano para ano, da pujança económica deste País.

Apesar do pouco tempo que tive considero como obrigatórios os seguintes locais para se ficar com uma ideia geral da cidade:

  • Bund, toda a margem ocidental do rio Huangpu voltada para Pudong;
  • Centro financeiro de Pudong, onde está localizado o ícone da cidade – a Torre Pérola Oriental;

Sem dúvida alguma uma das grandes atracções de Xangai não se encontra no seu centro mas sim no trajecto até à cidade! Trata-se do Maglev, um comboio de levitação magnética que liga os 30 km entre o Aeroporto Internacional de Pudong e Xangai em apenas 8 minutos, a uma velocidade superior a 400 km/h.

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Maglev, a forma mais rápida de chegar a Xangai desde o aeroporto de Pudong

Pequim:

Em Agosto de 2009 regressei novamente em trabalho à China para inspecção a uma fábrica na zona de Chengdu, a “capital” dos pandas no País. Esta cidade fica relativamente perto de avião da capital, Pequim.

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Templo em Chengdu

No dia anterior, numa verdadeira corrida contra o tempo (e a forte humidade, calor e jet-lag!!!!), consegui visitar alguns dos principais ícones de Pequim que aconselho a não perder:

  • Cidade Proibida
  • Praça Tiananmen
  • Templo do Paraíso
  • Summer Palace
  • Cidade Olímpica, onde decorreram os Jogos Olímpicos 2008 – a não perder o Estádio Olímpico Birds Net e a Piscina Olímpica.
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Cidade Proibida

Outros dos aliciantes de Pequim (e de muitas outras cidades chinesas) é sem dúvida alguma a proximidade com algumas das secções visitáveis, dos cerca de 9 mil quilómetros da Grande Muralha da China. É obra!

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Muralha da China (secção de Mutianyu)

Depois de me informar junto de amigos e locais, decidi apostar na secção designada de Mutianyu. Recomendo vivamente este local por diversas razões, entre elas, a quase ausência de turistas, o traçado da muralha a cerca de 1000 metros de altitude que percorre, num verdadeiro serpentear de dragão a cordilheira montanhosa, e a possibilidade de subir de teleférico e, a melhor parte, regressar ao ponto de partida num longo escorrega, repleto de curvas e adrenalina! Quem diria!

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Descer da muralha da China de forma…algo radical!!!

Termino esta primeira entrada do blog acerca da temática das viagens com uma das prometidas dicas: nunca saiam do hotel sem o endereço escrito em mandarim! A maioria dos locais, incluindo os taxistas, não dominam a língua inglesa pelo que poderá ser uma verdadeira aventura regressar a “casa”. Seguindo a mesma lógica, peçam sempre na recepção do hotel para escreverem em mandarim o nome dos locais que pretendem visitar. Só assim consegui, por exemplo, chegar à cidade olímpica.

Visitar a China é de facto algo obrigatório, pelo menos uma vez na vida. A sensação de se viverem vários dias em apenas 24 horas é algo que não se encontra em muitos locais do Mundo! Presumo que o seja ainda mais na Índia, mas ainda não tive oportunidade de visitar este País…

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