Tiago Barata – Blog de Fotografia e Viagens

Este blog é dedicado a quem gosta de fotografia e viagense para todos aqueles que têm curiosidade de saber a minha visão do Mundo.

Caretos de Podence, Património da Humanidade

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Os Caretos de Podence foram hoje, 12 de Dezembro de 2019, oficialmente reconhecidos pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade. A candidatura das “Festas de Inverno Carnaval de Podence” foi considerada pela Unesco como exemplar na Assembleia Geral em Bogotá, na Colômbia.

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Os Caretos de Podence marcam a folia das Festas de Inverno, que decorrem entre o Natal e o Carnaval na região de Trás-os-Montes, perto de Macedo de Cavaleiros, uma tradição que se acredita remontar à época dos romanos.

Os Caretos de Podence distinguem-se dos demais caretos em Portugal pelas cores exuberantes dos seus fatos franjados de lã vermelha, verde e amarela, que conferem um colorido especial ao “Entrudo Chocalheiro”, na semana de Carnaval. Para se manterem no anonimato, os Caretos de Podence tapam a cara com máscaras rudimentares tipicamente feitas de latão pintado de vermelho, algumas feitas de couro, todas elas de nariz pontiagudo.

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Nesta semana do ano, os caretos não param: rua acima, rua abaixo, a correr, a saltar, a brincar, a dançar mas, acima de tudo, a perseguir, “aterrorizar” e, claro está, a “chocalhar” as raparigas solteiras. Para tal, além do colorido traje, fazem uso dos chocalhos à cintura e de uma vara de madeira na mão, encarnando a pele do diabo.

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Todos os anos, as festividades terminam com a Queima do Diabo, durante a qual os Caretos de Podence correm em círculos à volta de um enorme diabo a ser devorado pelas chamas sob o olhar atento de uma pequena multidão.

Parabéns aos Caretos de Podence e às gentes transmontanas que muito têm feito por manter viva esta tradição, e que tão calorosamente sabem receber quem vem de fora!

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Documentário A Pele do Diabo:

Recomendo o minidocumentário A Pele do Diabo, de Zé Maria Mendonça e Moura, acerca dos Caretos de Podence:

https://vimeo.com/378265517

Com este documentário, o realizador quis retratar o contra-senso da realidade dos caretos: durante o ano procuram fazer o bem, viver em comunidade, mas “naquele dia [terça-feira de Carnaval] é-lhes permitido vestir a pele do diabo”. Era, historicamente, como conta o narrador ao longo do filme, “um dia em que se permitia tudo aquilo que ia ser proibido a seguir, os excessos, a alegria, a euforia, numa época crítica em que já passaram três meses de frio, em que a terra está morta, em que nada cresce, em que os frutos não germinam”. O homem sentia, depois, a “necessidade de provocar essa fertilidade”, a da terra e a da mulher. In Publico

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