Tiago Barata – Blog de Fotografia e Viagens

Este blog é dedicado a quem gosta de fotografia e viagense para todos aqueles que têm curiosidade de saber a minha visão do Mundo.


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China, a Fábrica do Mundo

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A caminho de uma fábrica, nos arredores de Ningbo

O Oriente sempre me fascinou! Em particular pelas tradições e valores centenários bem enraizados na população, em muito diferentes do Ocidente!

Poucos saberão mas sou um colecionador convicto, sendo que por entre muitas “tralhas” tenho arquivado nos últimos anos alguns artigos, textos de opinião ou até mesmo edições especiais (as orgulhosa e habilmente apelidadas de “para guardar” pelas editoras) acerca de alguns países do Oriente, em particular da China, a Grande Fábrica do Mundo!

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Bicicleta de um ardina em Ningbo

O meu interesse por este País reside em grande parte na relação que consegue com o Ocidente, sabendo habilmente captar o investimento estrangeiro, graças é certo à mão-de-obra barata, mas ao mesmo tempo impor fortes restrições à entrada de produtos estrangeiros, sempre num relacionamento tenso com algumas instituições internacionais, como a Organização Mundial do Comércio. Por estas razões, aliadas à forte capacidade de trabalho e visão a longo prazo, permitiram a esta grande potência roubar em 2010 ao Japão o título de segunda maior economia mundial. Mais impressionante é o facto das previsões apontarem para que, em menos de uma década, o dragão asiático passe a liderar a economia Mundial à frente dos EUA.

Xangai:

Em Dezembro de 2007, por motivos profissionais, desloquei-me à China para visitar algumas fábricas nos arredores de Xangai e Ningbo. Nessas visitas tive oportunidade de conhecer as duas realidades que se confrontam e ao mesmo tempo se complementam quando falamos deste País Oriental: a imagem ancestral de País com mão-de-obra barata, de baixa escolaridade, que consegue assim colocar produtos no mercado ocidental a preços imbatíveis (tipicamente, milhões de brinquedos e têxteis baratos sob o signo made in China); uma visão mais moderna de produção apoiada em equipamentos robotizados de topo, ironicamente fornecidos por países Ocidentais, como a Alemanha ou os EUA.

A área metropolitana de Xangai é uma das maiores do Mundo com cerca de 20 milhões de habitantes e é considerado actualmente o maior centro comercial e financeiro da China Continental, sendo o reflexo, de ano para ano, da pujança económica deste País.

Apesar do pouco tempo que tive considero como obrigatórios os seguintes locais para se ficar com uma ideia geral da cidade:

  • Bund, toda a margem ocidental do rio Huangpu voltada para Pudong;
  • Centro financeiro de Pudong, onde está localizado o ícone da cidade – a Torre Pérola Oriental;

Sem dúvida alguma uma das grandes atracções de Xangai não se encontra no seu centro mas sim no trajecto até à cidade! Trata-se do Maglev, um comboio de levitação magnética que liga os 30 km entre o Aeroporto Internacional de Pudong e Xangai em apenas 8 minutos, a uma velocidade superior a 400 km/h.

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Maglev, a forma mais rápida de chegar a Xangai desde o aeroporto de Pudong

Pequim:

Em Agosto de 2009 regressei novamente em trabalho à China para inspecção a uma fábrica na zona de Chengdu, a “capital” dos pandas no País. Esta cidade fica relativamente perto de avião da capital, Pequim.

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Templo em Chengdu

No dia anterior, numa verdadeira corrida contra o tempo (e a forte humidade, calor e jet-lag!!!!), consegui visitar alguns dos principais ícones de Pequim que aconselho a não perder:

  • Cidade Proibida
  • Praça Tiananmen
  • Templo do Paraíso
  • Summer Palace
  • Cidade Olímpica, onde decorreram os Jogos Olímpicos 2008 – a não perder o Estádio Olímpico Birds Net e a Piscina Olímpica.
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Cidade Proibida

Outros dos aliciantes de Pequim (e de muitas outras cidades chinesas) é sem dúvida alguma a proximidade com algumas das secções visitáveis, dos cerca de 9 mil quilómetros da Grande Muralha da China. É obra!

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Muralha da China (secção de Mutianyu)

Depois de me informar junto de amigos e locais, decidi apostar na secção designada de Mutianyu. Recomendo vivamente este local por diversas razões, entre elas, a quase ausência de turistas, o traçado da muralha a cerca de 1000 metros de altitude que percorre, num verdadeiro serpentear de dragão a cordilheira montanhosa, e a possibilidade de subir de teleférico e, a melhor parte, regressar ao ponto de partida num longo escorrega, repleto de curvas e adrenalina! Quem diria!

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Descer da muralha da China de forma…algo radical!!!

Termino esta primeira entrada do blog acerca da temática das viagens com uma das prometidas dicas: nunca saiam do hotel sem o endereço escrito em mandarim! A maioria dos locais, incluindo os taxistas, não dominam a língua inglesa pelo que poderá ser uma verdadeira aventura regressar a “casa”. Seguindo a mesma lógica, peçam sempre na recepção do hotel para escreverem em mandarim o nome dos locais que pretendem visitar. Só assim consegui, por exemplo, chegar à cidade olímpica.

Visitar a China é de facto algo obrigatório, pelo menos uma vez na vida. A sensação de se viverem vários dias em apenas 24 horas é algo que não se encontra em muitos locais do Mundo! Presumo que o seja ainda mais na Índia, mas ainda não tive oportunidade de visitar este País…

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